sábado, 27 de fevereiro de 2016

A Deusa Tecelã

Dos tempos que se perdem nas brumas, emerge majestosa a Grande Deusa Tecelã, aquela que, assim como faz a aranha até os dias de hoje, produziu do seu ventre os fios que formam a estrutura do universo. Estes mesmos fios que, ao se organizarem e reorganizarem continuamente, formam todos os diferentes elementos que compõem o mundo múltiplo, variado e diverso. Contendo tudo que foi, é e será, sua teia-vida estabelece as relações mútuas que vinculam esta grande variedade de seres no que a Ciência denomina de Campo Unificado de Energia ou Consciência.




No Egito Antigo, esta fiandeira cósmica era conhecida como a Deusa Neit. Dela emanam os fios essenciais que se interconectam na teia multidimensional, a estrutura básica de tudo que existe no universo. Dela também emana o primeiro movimento da criação, que se desdobra no trançar dos fios em infinitas possibilidades, que vão tecendo a realidade cósmica.

A Grande Deusa fia e tece toda a existência do caos bruto em realidade. Por isto, o fiar e o tecer são, desde os primórdios, atribuídos ao universo feminino. A magia que permite transmutar lã, seda, linho, algodão ou outro material vegetal em fio e com ele tecer panos para os mais variados usos, permitiu aos nossos ancestrais sobreviverem nas regiões mais frias e mais quentes do planeta. E esta magia era realizada pelas mãos das mulheres, sob a inspiração da deusa.

A mais conhecida tecelã é a deusa grega Atena, patrona de todas as artes e ofícios. Como todas as divindades, ela ilumina um amplo espectro da existência humana. Quando nos desvencilhamos do viés patriarcal, que enfatiza seus aspectos relacionados com o mundo masculino, percebemos que a maior entre as dádivas de Atena é imbuir com alma todos os trabalhos civilizatórios. Em assim fazendo, ela propicia a nós mulheres uma compreensão do valor e da importância de nossos poderes criativos. Ela nos mostra como tecer o sagrado em todos os atos cotidianos.

De sua origem anterior à vinda dos helenos para a Grécia, ela incorpora a sabedoria aquática e intuitiva de sua mãe Métis, uma oceânide, finamente sintonizada com os sutis processos de transformação que ocorrem continuamente na vida das pessoas, receptiva aos sentimentos pessoais, poéticos e sensíveis, próprio do princípio feminino. Ao mesmo tempo, representa o saber abstrato, manifestado através da produção artesanal, da arte da guerra, do poder institucionalizado, introduzido pelo princípio masculino. Em sua virgindade, ela integra espírito e alma, apontando o caminho para nos relacionarmos a partir de nossa integridade, de nossa autonomia.

Na tradição hindu, a deusa tecelã recebe o nome de Maya. Posicionada no centro de sua teia, ela não apenas tece a ordem cósmica, mas a reproduz em nosso mundo dos sentidos de forma tão perfeita, que não distinguimos entre a realidade em si e nossa versão dela. Assim como Maya se posiciona no centro da teia cósmica, cada ser humano percebe a si mesmo como o centro da própria existência. Da perspectiva psicológica, cada qual fia e tece sua própria realidade, a partir de um centro que denominamos de Eu.
Mas, ao tecermos nosso próprio tecido, nossa própria individualidade, não devemos perder a noção de que estamos conectados com todos os demais seres, por meio do fio de que é feita a grande teia. Como emanações que somos da Grande Deusa Tecelã, todos nós somos constituídos da mesma substância e compartilhamos a essência divina dos fios de Neit.

Tecer significa ativar e misturar nossas experiências de vida, para produzir um padrão individual, único e inimitável, aquilo que distingue cada qual dentre todos os seres no cosmos. Quando permitimos que uma nova experiência se integra no nosso viver, quando não tememos as transformações que isto inevitavelmente traz consigo, estamos tornando nosso padrão pessoal mais complexo e, com isto, enriquecendo o padrão coletivo. Tornamo-nos cocriadores da grande teia.

Como cocriadoras, participamos na criação do nosso próprio destino individual e coletivo. Pois o destino também é atributo de deusas tecelãs. Na mitologia nórdica, tão rica em histórias que envolvem o fiar e o tecer, o destino é decretado pelas Nornas, que compunham a teia do destino com uma miríade de fios e linhas. A mais velha das três, que também parece ter sido a mais antiga, está sempre sentada ao lado de uma fonte, a Fonte de Urd, onde o próprio Odin foi buscar conselho e conhecimento.


Fiar está arrolado entre os ofícios mais antigos conhecidos, cujas origens se perdem na pré-história. Para as comunidades Kajaba da Colômbia, a condição para ser mulher é saber fiar e tecer, um ofício cujos segredos são transmitidos às jovens moças, quando de sua reclusão na tenda vermelha. Seu mito da criação diz que, quando a Mãe Universal fincou seu imenso fuso verticalmente na terra recém criada, dele se desprendeu uma fibra de fio de algodão, com a qual traçou um círculo, declarando que esta seria a terra de seus filhos. Como uma atividade desempenhada pelas mulheres em suas casas, desde a antiguidade até a revolução industrial, o processo de fiar e tecer tornou-se uma simbologia poderosa para a criação de nova ordem a partir do caos, definindo o destino humano.

E a força desta simbologia também manifesta sua influência na elaboração da moderna Teoria das Cordas, que se utiliza da imagética da fiação, descrevendo o tecido microscópico de que é feito nosso universo multidimensional como ricamente urdido a partir de cordas que vibram sem cessar e, com sua vibração, introduzem o ritmo da vida no cosmos.

Texto retirado daqui

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Onde descartar lixo tóxico e eletrônico em Curitiba

O que é o lixo tóxico?



Lixo tóxico são os resíduos que queremos jogar fora mas que são constituídos de compostos químicos nocivos ao meio ambiente. Por isso eles não devem ser descartados junto com o lixo doméstico e precisam de tratamento e acomodação especial.

Quem são eles?

Pilhas, baterias de carro, baterias de celular, tintas de parede, tintas de impressoras, óleo de cozinha, remédios vencidos, inseticidas, lâmpadas fluorescentes

Quais são os riscos?

Os riscos e os problemas da falta de acomodação adequada ao lixo tóxico é a contaminação do solo e do lençol freático, além da emanação de gases que poluem o ar.
A decomposição dos resíduos sólidos depositados em aterros sanitários produzem o 'chorume', um líquido escuro e altamente poluente, resultado da alta concentração de matéria orgânica, metais pesados e de substâncias recalcitrantes (materiais que demoram muito para se decompor, como vidro, plástico e isopor).

Legislação



Em 2010 foi sancionada a Lei 12.305, que trata da Política Nacional de Resíduos sólidos. Ela estabelece que a responsabilidade da correta destinação final do resíduo seja do gerador do mesmo. Ou seja, as empresas que vendem aqueles produtos que poderão ser taxados como lixo tóxico, sejam obrigadas a se responsabilizarem pela coleta do mesmo, reciclando quando possível, reutilizando ou acomodando o mesmo de uma forma que não agrida o meio ambiente.
A lei ainda determina que, a partir de 2 de agosto de 2014, só vai para aterro o que for rejeito (art. 54).

Clique aqui para ler a íntegra da lei.


Para descartar

Basta organizar o lixo em casa e se programar com os dias e pontos de coleta.

 


Lixo eletrônico


computadores, impressoras, televisores, rádios, câmeras, celulares, cabos, fios e etc. Estima-se que por ano no Brasil sejam descartados 50 milhões de equipamentos deste gênero. 

A prefeitura de Curitiba já promoveu três edições em 2014 de um programa chamado E-Lixo (clique aqui e saiba mais) que, apenas na última edição, arrecadou 9 toneladas de produtos desta natureza.

Enquanto aguardamos a quarta edição do programa, temos em Curitiba algumas outras alternativas:

Se a peça tem algum valor histórico, há a possibilidade de doar para o Museu Tecnológico da UTFPR (Telefone: 3310-4545). Ainda existem algumas empresas compram o lixo eletrônico.

É o caso da Reciclatech (Telefone: 3606-9623. E-mail: reciclatech@reciclatech.com.br), que presta assessoria integral no tratamento de resíduos tecnológicos, eletro-eletrônicos, pilhas, baterias, minimizando perdas e impactos ambientais. Entre os produtos que a empresa coleta estão computadores, Impressoras, Monitores, Teclados, No-break e Scanner, centrais, Aparelhos, Celulares, Baterias e Fax, TVs, DVDs, Vídeo Cassete, Aparelhos de Som e lâmpadas fluorescentes. 


Há muitas organizações que precisam de materiais de informática e aceitam doações, desde que eles estejam funcionando. O projeto ETM adapta computadores para pessoas que têm graves dificuldades motoras. O telefone é  9946-2966 e o e-mail: exandre henzen@hotmail.com

O Instituto Brasileiro de Ecotecnologia é uma organização sem fins lucrativosrecolhe lixo eletrônico domiciliar. O E-mail é o falecom@biet.org.br, e o telefone de lá é o 9932-0168.



Links úteis para a região metropolitana de Curitiba - Onde descartar lixo tóxico na RMC:

Araucária

Colombo

Pinhais

São José dos Pinhais


Para solicitar a coleta de lixo reciclável ou fazer reclamações da falta do serviço em Curitiba, clique aqui.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Dia da Araucária

A Araucaria angustifolia, conhecida popularmente por pinheiro-brasileiro ou pinheiro-do-paraná, é uma espécie que se destaca nas florestas, principalmente da região Sul do Brasil. A  Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), divulgou em 2013 uma lista de 27  árvores mais ameaçadas em todo o mundo. A Araucária é a única indicada como criticamente ameaçada em lista internacional. A espécie já perdeu 97% da área original e a variabilidade genética está comprometida, segundo pesquisadores. A cobertura destas árvores correspondia a cerca de 40% da floresta ombrófila mista, que compõe o bioma da mata atlântica.
 
Por ser uma espécie madeireira de grande valor comercial e sua semente (pinhão) constitui um alimento muito nutritivo e energético apreciado pela fauna e na culinária brasileira. Além da intensa exploração madeireira e de suas sementes, a araucária sofre pela redução de seu habitat devido ao avanço da fronteira agrícola e a construção de hidrelétricas, fatores que a colocam na categoria "Em Perigo" de extinção, de acordo com o Livro Vermelho da Flora do Brasil: http://cncflora.jbrj.gov.br/LivroVermelho.pdf

Hoje (24 de junho) é o “Dia da Araucária”. Originalmente a árvore símbolo do Paraná ocupava 40% do território do estado, ou seja, 73.780 km². Agora restam apenas 2% desse total. A araucária é nativa da Mata Atlântica brasileira e está ameaçada de extinção.

O último diagnóstico oficial do Paraná, elaborado pela Secretaria do Meio Ambiente foi  publicado em 2004, mostra a situação das florestas em estágio inicial de conservação totalizam 14,04% da área do bioma no Estado. As florestas com araucárias em estágio médio de sucessão, que passaram por uma degradação intensa, mas ainda guardam um pouco da diversidade florística e de formas de vida, representam 14,47% da área do bioma no Estado. Já as florestas em estágio avançado de sucessão, que representam as florestas de maior diversidade, correspondem a apenas 0,8% da área total de florestas com Araucárias no Paraná.
E o que está sendo feito para reverter essa situação? Muito, muito pouco. Em 2005, o governo federal criou seis áreas de proteção à Floresta com Araucária nos estados do Paraná e Santa Catarina. Até hoje, não houve desapropriações, já que o governo não indenizou as famílias que deveriam deixar essas terras. “O governo é omisso!”, critica o ambientalista Mauricio Savi. 

Em 2010 o conhecido fotógrafo da natureza, Zig Koch lançou junto com sua esposa e jornalista Maria Celeste Corrêa, o livro 'Araucária – A Floresta do Brasil Meridional', pela Editora Olhar Brasileiro. O livro revela: “À exceção das áreas derrubadas com finalidade agrícola, as outras vêm sofrendo o corte seletivo da madeira, no qual são derrubadas apenas as árvores mais frondosas – e que alcançam maior valor no mercado clandestino. As toras são retiradas por estradinhas secundárias, muitas vezes à noite ou nos finais de semana, para tentar driblar a fiscalização”.

Zig mostra através de suas poderosas 175 fotografias publicadas no livro a força da araucária, Maria Celeste traça um texto conclusivo sobre a tragédia que se abate sobre esse importante ecossistema do sul do país. “Infelizmente, não é só a floresta que está morrendo. Quando um papagaio voa quilômetros e mais quilômetros para encontrar o alimento que deveria estar na floresta, e não o encontra, ele acaba morrendo porque não tem mais forças para fazer o caminho de volta”, conta a jornalista

Enquanto a ineficácia das políticas públicas só aumenta a dor da floresta, algumas iniciativas isoladas de organizações não-governamentais tentam minimizar o problema. Um desses exemplos é o do Programa Florar, criado pelo Instituto Agroflorestal Bernardo Hakvoort (IAF), que conta com o apoio ONG The Nature Conservancy (TNC)*. Fazem parte do programa 170 produtores rurais do município paranaense de Turvo, que decidiram investir na exploração sustentável de produtos não madeiráveis.
 




quarta-feira, 26 de março de 2014

Dicas para ouvir música online e conhecer bandas novas

Sabe quando bate aquela crise musical, aquela vontade de escutar um som novo, descobrir bandas novas, mas não sabe nem por onde começar e como procurar? 

Então, a música disponível online e os sites que as organizam são o que há de melhor no garimpo musical pra descobrir o mais novo hype musical desta semana. 

Confira esta lista de sites, redes sociais e dicas para descobrir bandas novas!



O mais fácil pra ouvir música online. Você não precisa se cadastrar, pode apenas acessar o http://grooveshark.com e buscar pelo nome da música, do artista ou do gênero. Busca feita, você arrasta as faixas que quer ouvir na ordem que deseja para a parte inferior do site e pode iniciar a transmissão. 

Quando você faz a busca por exemplo pelo nome de um cantor, o site relaciona tudo o que está disponível dele, e também relaciona por álbuns e pessoas semelhantes. É aí que mora a oportunidade de vagar por novos cantores do estilo parecido ao que esteja buscando. Outra coisa legal é que você mesmo pode mandar as músicas. É bom pras bandas que estão começando, mas pode ser ruim do ponto de vista do direito autoral.

Vale a pena fazer o cadastro no site, é rápido e você tem acesso a mais funcionalidades: pode criar listas de reprodução e gerar os códigos para inserção no seu site ou blog. Pode enviar o seu mp3 pra compartilhar com os outros e de quebra divulgar o seu som entre os internautas. Pode também mesclar o aplicativo com o facebook e publicar seus sons entre os seus amigos. 

Se quiser desembolsar um pouquinho (9 dólares por mês), fica livre da publicidade e tem acesso a suporte do site e aos aplicativos para celulares. Quem faz o cadastro de modo free tem de desembolsar para baixar os aplicativos (para iPhones, Android, Blackberry, Nokia e Hp WebOs).



Hoje em dia o MySpace tá meio caído, quase retrô, mas foi a primeira rede social que ficou famosa no mundo pelos artistas e bandas que se apropriaram dela para a publicação de fotos, blogs, vídeos, eventos e claro, músicas. A rede social já foi a mais popular do mundo mas perdeu nos últimos anos para outras redes.  
O legal deles é que muitas vezes fazem transmissões ao vivo dos shows das bandas, populares ou não.  

Assim como no Spotify, o Myspace inclui uma série de rádios divididas por gêneros, canções e artistas. Se quiser, você pode compartilhar essas faixas, adicioná-las a um de seus "mixes" ou incluí-las na playlist principal do seu perfil.
O lado complicado dele é que para as bandas fazerem um myspace legal mesmo, tem que ter uma noção mínima de HTML, ou achar sites como http://www.realeditor.com que fazem os códigos de HTML para o myspace. 

Com a missão de 'lutar contra os downloads ilegais', o Spotify disponibiliza para os internautas cerca de 20 milhões de músicas licencidas, que podem ser organizadas em álbuns e playlists, com acesso pelo celular e também pelo tablet. 

O Spotify é acessado através de uma conta feita por email ou Facebook. Depois de criar sua conta, o site autoriza o download e instalação do programa e a partir daí é só configurar suas preferências  de gêneros musicais, playlists e opções de compartilhamento com seus contatos do Facebook. Os usuários free, que usam o serviço de graça, têm acesso à milhões de músicas, mas só podem ouvi-las no desktop ou laptops. Já os clientes premium, que pagam uma assinatura anual, tem direito de acessar o Spotify de qualquer device – como smartphones e tablets – fazer downloads e ouvir músicas mesmo quando estiverem off-line.

O Spotify ainda não está disponível para o Brasil (está presente em outros 28 países) e no site deles tem um convite para cadastrar o e-mail e assim ser informado para o lançamento > https://www.spotify.com/br/invite/
O Last.fm é uma grande rádio onde você pode descobrir músicas por tags (gêneros) ou semelhança. Ela também possibilita a construção uma presença digital onde sua personalidade musical pode ser mostrada para os amigos ou usado para gerar recomendações musicais.

Para descobrir músicas pelas tags: Vá em Música e pesquise por um gênero, por exemplo “Folk”. Após aparecer o resultado você deve clicar nas ‘bandeiras’ azuis com o nome da tag que você deseja. Primeiramente ele mostrará um resultado principal, mas logo abaixo há outras tags relacionadas. Clicando na tag você poderá ver vários artistas separados em Principais e Do Momento.

Para descobrir músicas por semelhança: Vá em Música e pesquise por uma banda, por exemplo “Metallica”. Após aparecer o resultado você deve clicar no nome de um artista, seja ele o principal ou os outros que aparecem na barra lateral direita. Escolhido o artista, abaixo da descrição haverá uma categoria “Parecidos”, onde você pode desfrutar das bandas que possuem alguma relação com a que você escolheu, seja ela uma relação de gênero ou de membresia.

O Last FM não se limita 'só' a música, você encontra também as imagens, vídeos, álbuns, rádios e perfil dos artistas.
Outra coisa bacana é que semanalmente eles mandam e-mails com o assunto 'Quer descobrir músicas novas' e relaciona novos artistas baseado nas suas preferência.s
O site fornece aplicativos para Iphone e Android, gratuitamente. 




Sob o slogan de 'o maior site de música independente do Brasil', O Palco MP3 é um site do portal Terra, através do qual bandas, grupos, duplas, entre outros, podem de divulgar sua música independente. No site podem ser encontrados inúmeros gêneros musicais para todos os gostos, e atender muitos estilos: roqueiros, religiosos, eruditos, clássicos, sertanejos, internacionais, e vários outros.

No site, as páginas são separadas por gêneros musicais e os músicos que se destacam aparecem na página principal do gênero que toca.O Palco MP3  é um ótimo serviço de divulgação que pode ser utilizado por bandas iniciantes. Como o site também faz parte da coleção do Cifra Club, é possível que as bandas ou artistas possam criar um espaço próprio na rede. Com cada banda tendo seu espaço, “sua garagem” os usuários podem encontrar muitas músicas do mesmo tipo em um único espaço.

Umas das vantagens do Palco MP3 é que você pode baixar as músicas das bandas independentes que mais gosta de forma completamente gratuita e dentro das normas da lei.
Acessibilidade possível: aplicativos para Android e IOS. 






Muito usado por bandas do USA e Canadá, disponibiliza as músicas por disco, para ouvir em streaming e para download em diversos formatos e compressões, tem um visual limpo e bonito, fácil de mexer e programar, sem anúncios publicitários.  Um das melhores plataformas para disponibilizar discos completos e singles.

No Bandcamp também pode ser comprados músicas e CDs. Para procurar artistas é só descer a página e clicar nos links ao lado de Top Sellers Of Late. Você tem a opção de ver (mais) bandas que estão “vendendo” no momento (Show More) ou procurar por outras a partir do gênero em “Explore Top Sellers By Genre”.




É um site de streaming musical pago que oferece uma experiência intensa e personalizada para todo o mundo numa forma ilimitada, seja via web ou por aplicativos em Smartphones e tablets.
Para aproveitar o serviço é preciso se cadastrar no site ou por um aplicativo, que está disponível nas plataformas: Windows Phone, iOS, Android e Blackberry. O serviço conta com um acervo de 30 milhões de canções com alta qualidade sonora e equalizador com sistema Surround, concedendo ainda ao usuário a opção de criar playlists, ouvir rádios temáticas (Rock, Jazz, Bossa Nova etc) e rádios por artista. O Deezer também conta com uma comunidade, onde o usuário pode compartilhar músicas e playlists com seus amigos.



O Soundcloud é mais um site gratuito muito interessante para divulgação de música e artistas. Possui um visual diferenciado, apresentando as faixas de áudio em  formato de ondas sonoras, o que possibilita o ouvinte “visualizar” o que está escutando.
O Soundcloud também possui uma forma diferente de inserir comentários. Todos os ouvintes podem inserir comentários em certos trechos da músicas, podendo dizer ao artista qual parte gostou mais. Dessa maneira a interação entre os ouvintes e os artistas aumenta, pois cada comentário pode ser respondido sem perder o ponto onde ele foi inserido.
Além de ter uma comunidade de mais de 10 milhões de ouvintes à sua disposição, a outra vantagem principal de usar o SoundCloud é que você recebe um URL único para cada música que você postar, que você pode compartilhar onde e como quiser. O SoundCloud também gosta de dar uma ajuda aos seus usuários, promovendo músicos selecionados em suas próprias redes sociais. Se uma das suas faixas aparece na comunidade do SoundCloud no Facebook, você vai atingir um novo (e grande) público instantaneamente.


Pouco conhecido e divulgado no Brasil, este site vale super a pena! Criado para a divulgação de músicas livres (ou seja, qualquer pessoa pode baixar, copiar, mesclar e etc e tal desde que para uso não comercial), licenciadas sob Creative Commons (selo que permite a reprodução e compartilhamento com menos restrições que o 'todos os direitos reservados'). No jamendo os artistas podem disponibilizar material gratuitamente, e usuários podem obter acesso legal à obra, tudo com o custo financiado em 50% para os artistas pelos anunciante, além de um canal de doações via PayPal.



http://www.rdio.com/



O Rdio versão Brasil oferece seis meses de graça para ouvir músicas por streaming e sem a exibição de anúncios. Eles também são bem focados no social, no sentido de 'descobrir' músicas e interagir com outros usuários. Ao se cadastrar, o internauta pode organizar um perfil, seguir as pessoas e ver o que elas estão ouvindo agora.

Outra coisa é que vc pode compartilhar as listas de reprodução dos outros e eles compartilhar as suas.

A oferta vale apenas para a web, então você não pode ouvir músicas no Rdio gratuito através do seu smartphone ou tablet. Você também poderá ouvir apenas um número determinado de músicas por mês – eles não dizem exatamente qual é o limite, mas há uma pequena barra no topo da página que mostra o quanto você ainda pode ouvir.

A ideia é oferecer esses 6 meses de graça pra você salvar suas músicas, organizar suas listas e puxar seus amigos todos pra depois passar a pagar, é claro. Mas de repente vale a pena, os valores são bem baixos (R$ 8,99 Rdio Web e Rdio Ilimitado por 14,90).


http://www.slacker.com/

Uma das logomarcas mais legais deste post,  assim como o posicionamento deles, super a ver com a Tenda de Retalhos, Crafted by hand to deliver the perfect music for any moment, traduzindo, ~ feito a mão para entregar a música ideal para qualquer momento ~ . Música gratuíta e  sem limites pelo seu Iphone. Pelo seu computador também. E você pode escolher
entre mais de 100 estações de rádio ou criar a sua própria, seguindo pessoas, pessoas te seguindo e por aí vai.








terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Los Reciclados: uma orquestra de sucata

'Nada de cria, nada se perde, tudo se transforma.' A frase célebre do químico francês Lavoisier define bem as iniciativas de reutilização e reciclagem que vemos todos os dias despontando pelo Universo.

A falta de dinheiro é na maioria das vezes o combustível para a criatividade e a criação de novas oportunidades. Cateura, uma favela de Assunção (no Paraguai), cresceu  no entorno de um lixão formado ali. Este mesmo lixão fervilhou uma história emocionante onde a música, as boas ideias e o lixo transformam vidas e inspiram histórias. Uma orquestra formada por crianças chamada Los Reciclados foi formada com a transformação do lixo em instrumentos musicais!

Os catadores que vivem da coleta de lixo daquela região decidiram usar toda a sucata em bom estado que encontravam para fabricar instrumentos musicais de sopro, cordas e percurssão, típicos da música erudita e popular. Nas fotos abaixo nós vemos banjos, violões, violinos, violoncelos, violões, contrabaixos, flautas, trompetes e caixas de repique. Tudo feito a partir de sucata. O som não era o dos mais profissionais, mas rende uma sonoridade única com um misto de súplica e denúncia, como se a comunidade dissesse: 'Ei, olha o que nós fazemos com o que vocês jogam aqui. Fazemos o que podemos, aonde estamos e com o que nós temos'.
Quem teve a ideia foi o diretor e fundador da orquestra, Favio Chavez, que pensando em dar uma chance para esses jovens terem acesso à arte, também daria uma vida melhor a eles. Provavelmente, se isso não tivesse acontecido, eles nunca teriam um instrumento musical, que muitas vezes custam mais que suas próprias casas.
A partir daí, nasceu o filme Landfill Harmonic, que conta essa história de superação. O trailer do filme se chama The Recycled Orchestra pode ser visto aí em baixo. Nele está a prova do poder transformador da música, mas também um alerta sobre dois temas fundamentais dos nossos dias: a pobreza e a poluição e desperdício de resíduos.












terça-feira, 3 de dezembro de 2013

10 cidades que são coloridíssimas!



1. Guanajuato, México
Na região central do México, as cidades surgiam em torno das minas que produziam 30% da prata comercializada na época colonial. A escalada de construções espanholas refletiu a prosperidade, e o colorido das fachadas, o espírito latino do povo.

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2. San Juan, Porto Rico
A parte antiga da cidade é um verdadeiro mosaico de estilos. Dos tons quentes aos pastéis, as cores revestem toda a região, das fachadas às ruas ? os paralelepípedos que vieram da Espanha no século 16 ganharam uma leve coloração azulada com o passar do tempo.
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3. Valparaíso, Chile
O colorido das residências que vão de uma ponta à outra é um dos charmes da cidade portuária. Cercada por aproximadamente 40 colinas, a região ganhou o apelido de São Francisco do Sul.
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4. St. Johns, Canadá
O clima gélido do ártico destaca ainda mais essa cidadezinha, que fica no Canadá. Quanto mais perto do canal, mais intensas são as cores dos imóveis de madeira.
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5. Cinque Terre, Itália
Na costa da Riviera Ligure, situada entre cinco praias, as comunidades tingem o mediterrâneo com suas casinhas que escalam o morro. De tons pastéis, as vilas de pescadores recebem durante a temporada de verão celebridades de todo o mundo.
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6. Wroclaw, Polônia
Wroclaw fez parte da Alemanha, Prússia e Aústria antes de entrar para o domínio da Polônia, na Segunda Guerra Mundial. Embora tenha passeado pelo mapa, a identidade cultural foi mantida, principalmente nas residências coloridas.
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7. Rio de Janeiro
Favela Painting, projeto dos holandeses Jeroen Koolhaas e Dre Urhahn, desembarcou na comunidade de Santa Marta para revitalizar seu cartão-postal: a praça Cantão, que fica na entrada do morro. Raios coloridos transformaram 34 casas (e até a quadra da escola de samba local) em um monumento vivo da arte óptica.
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8. Jodhpur, Índia
A cidade azul brotou no mapa a partir da separação de castas que há no país. Os brâmanes, que pertecem à linha sacerdotal, pintaram suas casas de azul para diferenciá-las das do restante. Quando o local começou a crescer, os novos moradores, religiosos ou não, construíram seus imóveis e pintavam as paredes com a mesma cor, até que a cópia virou uma tradição ? não se vê outro tom que não o índigo.
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9. San Francisco, EUA
As fachadas de casas antigas formam um mar de cores nas ruas de San Francisco. Os moradores pintaram suas residências para criar uma identidade visual e, ainda, ressaltar os detalhes da arquitetura vitoriana, que caracteriza a cidade.
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10. Cidade do Cabo, África do Sul
Um quarteirão do bairro Bo-Kapp é uma das maiores atrações da capital da África do Sul. A área residencial que abrigou muçulmanos, descendentes de escravos que vieram de países asiáticos no século 19, ganhou um colorido especial: nem a mesquita escapou da pintura vibrante.

Fonte: Revista VOGUE

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Sitiê - santuário ecológico na favela do Vidigal - RJ

A frase 'podemos transformar o mundo' aparece muitas vezes colocada como um clichê, mas o óbvio precisa ser dito e repetido quantas vezes forem necessárias. Do alto da favela do Vidigal no Rio de Janeiro, entre vielas, fios e escadarias que compõem um labirinto para os desacostumados, surge um santuário ecológico, um verdadeiro ateliê aberto a quem tiver pernas e tiver a sorte de ser levado até lá.

Aonde uma vez foi um descarte de todo o tipo de lixo dos moradores do Vidigal, dois artistas plásticos, botânicos e seres iluminados olharam para aqueles resíduos e decidiram, de próprio punho, remover os dejetos desnecessários e transformar aqueles que podem ser colocados em outras funções. Garrafas PETs viram bancos, pequenas cercas, hortas verticais, vasos de mudas. Pneus velhos viram escadas. Rodas de bicicleta são transformadas em mesas engenhosas e encantadoras.

O poder de transformação do ser humano é impressionante. Em meio a reutilização dos recicláveis, pequenas hortas com diversos legumes e temperos são organizadas em 'ninhos', em torno de um pé de bananeira centralizado, responsável pelo equilíbrio orgânico das hortas.

Os visitantes ainda ganham no final da visita mudas de temperos e chumaços de vegetais que estão na época, no nosso caso, manjericão e clorofila.